Originais

NELITA
Letra e Música: Rui Freitas
Arranjo: Enfertuna

Quando passo à noitinha n’avenida
E vejo aquele carrinho a abanar
Penso eu logo para os meus botões
“Está a maluca da Nelita a trabalhar”
A Nelita é uma maluca noite e dia
Mas é ver o dinheirinho a aumentar
Não se cansa aquela endiabrada
Que está sempre noite e dia a malhar

De dia Nelita
De noite Nelita
Tu não deixas o carrinho descansar
À tarde Nelita
E sempre Nelita
Tu já deves ter tudo a escanchar (bis)

Quando passam as velhinhas ao teu lado
E tu lá estás com a roupa a manchar
Dizem logo elas: “Que pouca-vergonha”
Está a maluca da Nelita a trabalhar
Mas ela não se importa nem um pouco
“Adoro andar aqui a chafurdar
Este sempre sempre foi um grande sonho
A mecânica é o que está a dar”

Refrão


A MAGIA ACONTECEU
Letra e Música: Rui Freitas & Mariana Drumond
Arranjo: Enfertuna

Primeira vez que eu te vi
Ai que tu nem me ligaste
Fiquei c’um brilho no olhar
Mas em mim não reparaste
Passei mesmo ao teu lado
Meu coração rodopiou
Tive medo de falar
Minha boca se fechou (bis)

A paixão de um olhar
O perfume de um beijo
Um toque na tua pele
Ai como eu, como eu te desejo
A minha mão na tua face
O teu corpo junto ao meu
E nas lágrimas do céu
A magia aconteceu

Só depois daquela noite
Em que me viste atuar
Com capa negra ao ombro
Vieste comigo falar
Algo vibrou mexeu em nós
E dos céus do Criador
A chuva despiu as almas
Nasceu ali o nosso amor

Refrão


O AMOR É HÚMIDO
Letra: Rui Freitas
Música: Paul Anka (Puppy Love)
Arranjo: Enfertuna

Encontrei-te ontem na tasca
Estavas a olhar p’ra mim
Fui logo para o teu lado
Não podia deixar-te assim

Estavas ali tão sozinha
Molhadinha e a pingar
Quando te passei a mão
Quis logo te emborcar

E então te emborquei
E até me embebedei
Bebida como tu eu nunca vi
És fenomenal
Oh minha bela imperial
Fresquinha do princípio até ao fim
Vamos nos enroscar ali p’ro jardim

No dia seguinte eu tinha
Uma ressaca bem pesada
Mas tinha valido a pena
Bela noite bem passada

Nunca mais vou-te esquecer
Já não quero saber doutra
Quando eu te emborcar
Bebo-te até à última gota

Refrão


NOITES DE LUAR
Letra: Márcia Assunção
Música: Márcia Sousa

Percorrendo a Madeira
Vamos todos a cantar
Esta bela melodia
Venham todos escutar

Trajados de negro e branco
Cantamos com fervor
Murmurando segredos
E muitas trovas de amor

Nesta noite de luar
Somos simples trovadores
Entoamos cantigas
Dedicadas aos amores (bis)

Esta guitarra a tremer
Alumia todo o espaço
Menina ai eu queria
Repousar em teu regaço

E as lindas serenatas
Tornam as noites mais belas
Cativam com alegria
A mancebos e donzelas

Refrão


O TROVADOR
Letra e Música: Márcia Sousa

Vi um trovador
Perdido no tempo
Chorava e dançava
Com o seu pensamento

Sim, eu chorava
E pedia ao vento
A voz que perdi
O sorriso e o alento

Porque choravas
Ó meu trovador?
Eram lágrimas tristes
Pareciam de dor

Aquilo que vias
Era o meu coração
Chorando por ti
Sem saber a razão

Oh trovador
Que sempre ouvi cantar
Que posso eu fazer
P’ra poder te ajudar?

Olha p’ra mim
Dá-me um pouco de atenção
Vem até aqui
Escuta o meu coração

Oh que palavras
Doces ouço então
Serão de cristal?
Serão de papelão?

São verdadeiras
Como a cor do luar
Pintado no céu
P’ra nos fazer sonhar

Estarão as estrelas
Coladas nos céus?
Estarão os teus sonhos
Cruzados com os meus?… (bis)


MENINA
Letra: Sandra Leodoro
Música: Enfertuna

Menina vem à janela
Vem ver o teu amor
Por baixo do brilho da lua
Ele parece um trovador
Tocam os seus amigos
E a serenata ele faz
Menina vem à janela
Vem ver o teu rapaz

Ai, ai, o sorriso dela
Ai, ai, ela quer descer
Menina deseja beijar
O seu amor até amanhecer

Menina vem à janela
Não receies os teus pais
Por ti ele enfrenta tudo
Até o mundo não é demais
Sai detrás das cortinas
Por favor revela o rosto
Olhar-te é como sentir
O sol quente de Agosto

Refrão

Menina vem à janela
Vem sorrir ao teu amor
Pois nesta noite fria
É melhor que um cobertor
Oferece qualquer coisa
O teu lenço de cetim
Teu amor quer ir p’ra casa
Com uma recordação de ti

Refrão


FADINHO DA ENFERTUNA
Letra: Tânia Henriques
Música: Raúl Ferrão & Raúl Portela (“Fado do Estudante”)
Arranjo: Enfertuna

Foi em São José de Cluny
Uma Escola de Enfermagem
Que nasceu a nossa Tuna
Cheia de muita coragem

E foi crescendo devagarinho
E foi crescendo devagarinho
Sempre com galhofa e vinho (bis)

A música é nossa musa
A Enfermagem inspiração
Tudo o que nós fazemos
Regala o coração

Refrão

Xarradas e serenatas
Cantamos a toda a gente
O nosso lema é por
Toda a gente contente

Refrão

A Enfertuna agora vai
Já com alguma saudade
Desta terra maravilhosa
De gente com humildade

Refrão

E sai um corridinho (Refrão bastante rápido)


 

FILHOS DA PONCHA
Música: Quinta do Bill (“Filhos da Nação”)
Arranjo e Letra: Enfertuna

Esta Tuna de Enfermagem
Que a Madeira viu nascer
Tem vontade de brilhar
Com todo o talento do seu ser

Nesta nossa vida boémia
Não poderia faltar
Sairmos para a rua
Para com alegria actuar

Ai estes são os filhos da poncha
Todos juntos a cantar
Enfertuna da Madeira
Viemos para ficar (bis)