Versões

RAPARIGA (“ASSIM MESMO É QUE É”)
Letra e Música: Estudantina Universitária de Coimbra
Arranjo: Enfertuna

Lá na aldeia de onde sou
Não perdoam às raparigas
Se uma o olho me piscou
Mete-me logo em intrigas
Dou-lhe 2 ou 3 beijinhos
E vai de bater o pé
Eu não quero mexericos
E assim mesmo é que é (bis)

Ai rapariga
Se fores à fonte
Vai p’lo carreiro que chegas lá mais depressa
Ai tem cuidado
Com os rapazes
Loucos por ti
Vê lá se alguém tropeça

No outro dia a Rosita
Que é baixinha e intrigueira
Foi ao baile com o António
Andaram na brincadeira
E agora já namoram
E é tão bom de ver, ai é
Qualquer dia hão-de casar
E assim mesmo é que é (bis)

Refrão

Esta vida são dois dias
Diz o povo e tem razão
E se é assim tão pouco tempo
Vou gozá-lo até mais não
E se encontro a minha amada
Sorridente cheia de fé
Vou levá-la ao altar
E assim mesmo é que é

Refrão

Ai rapariga, rapariga
Rapariga, rapariga
Ai rapariga, rapariga
Tem cuidado
Ai rapariga, rapariga
Rapariga, rapariga
Ai rapariga
E assim mesmo é que é


O VINHO (“HIP HIP UVA”)

Letra e Música: Tuna Camoniana
Arranjo: Enfertuna

Eu quero um jarro de vinho, hei, venha vinho sem receio
Eu quero um jarro de vinho, hei, venha vinho cá p’ro meio
Não importa branco ou tinto, importa é que venha cheio (bis)

E vai acima e vai abaixo, bêbados que nem um cacho
E vai abaixo e vai acima, Deus abençoe a vindima (bis)

Transformar a água em vinho, hei, isso é que era um grande milagre (bis)
Dêem-me um vinho qualquer, só não me dêem vinagre (bis)

Refrão (bis)

Quando bebo sinto-me forte, hei, forte como uma parede (bis)
Dou vivas à pena de morte quando é p’ra matar a sede (bis)

Refrão (bis)

Conheço quem pouco beba, hei, pois tem medo da ressaca (bis)
Isso a mim não me apoquenta, quem tem capa sempre escapa (bis)

Refrão:
(1º: vozes + instrumentos e vozes + bumbo)
(2º: vozes + instrumentos)


LINDO MOSCATEL
Letra: Ricardo Félix
Música: Diapasão
Arranjo: Enfertuna

Eu sei, eu sei
És o lindo Moscatel que eu queria emborcar
Já corri tascas, muitas pipas e lagares
Só para eu te provar
Atrás de ti eu andei sempre feito louco
Só para te encontrar
Meu rico vinho das terras do Marão
Não consigo te largar

Eu sou um tuno
Bem disposto e alegre e por vezes embriagado
Quando vejo o copo sem nada para beber
Fico logo ressacado
Pois cada vez que penso em ti e não é pouco
Mal consigo respirar
Ai Moscatel, eu bem preciso de ti
Para eu poder cantar

Instrumental + Repetição


LAURINDINHA
Letra e Música: Popular
Arranjo: Enfertuna

Ó Laurindinha
Vem à janela
Ver o teu amor
Ai ai ai que ele vai p’ra guerra

Se ele vai p’ra guerra
Deixai-o ir
Ele é rapaz novo
Ai ai ai ele torna a vir

Ele torna a vir
Se Deus quiser
Ainda vem a tempo
Ai ai ai de arranjar mulher

Ele torna a vir
Ou virá ou não
Oh Laurindinha
Ai ai ai dá-me a tua mão


PICADA DE ENFERMEIRO
Letra e Música: João Caetano
Arranjo: Enfertuna

Maria estava à sombra do Marmeleiro
O enfermeiro chegou ela não viu
Despercebida recebeu uma picada
Depois caiu desmaiada
E ali mesmo ela dormiu

Em poucos dias seu corpo ficou pesado
Com o barrigão inchado
Mas o pai que era matreiro
Foi ao doutor, que não podia fazer nada
Pois essa barriga inchada
Foi picada de enfermeiro

Foi picada de enfermeiro
Foi picada de enfermeiro
A barriga está a crescer
E o povo a dizer
Foi picada de enfermeiro (bis)

Foi consultar o tio Zé da farmácia
Que sabe duma parteira
Para a coisa se arranjar
Mas o remédio é voltar ao marmeleiro
À procura do enfermeiro
Para a examinar

Refrão (bis)


TRAÇADINHO
Letra e música: Estudantina Universitária de Coimbra

Vejo a lua duas vezes e o céu está a abanar
Que diabo aconteceu, como é que aqui vim parar
As pernas estão-me a tremer,
Isto agora vai ser bom
Queria cantar um fadinho,
Mas não acerto com o tom

Desta vez estou mesmo à rasca
Vou-me pirar de mansinho
Não volto àquela tasca
Não bebo mais traçadinho

Tenho a guitarra partida,
Esta noite é para a desgraça
Não conheço esta avenida,
Afinal o que se passa?
Esta vida é de loucos,
Esta vida é ir e vir
Só porque um homem bebe uns copos,
Começa logo a a cair

Refrão


MADALENA
Letra e música: Tuna Universitária do Porto
Arranjo: Enfertuna

Chorar
Como eu chorava
Ninguém pode chorar
E amar
Como eu amava
Ninguém
Pode amar
La, la, la, la, la…

Chorava que dava pena
Por amor à Madalena
E ela
Me abandonou
E assim murchou em meu jardim
Essa linda flor
La, la, la, la, la, la… (bis)

E Madalena foi
como um anjo salvador
Que eu adorava com fé
Um barco sem timão
Perdido em alto mar
É Madalena
Sem ti amor
La, la, la, la… (Madalena)
La, la, la,… (Madalena)
La, la, la, la, la, la, la,…


MIXSÓDIA
Letra e música: Vários Populares
Arranjo: Enfertuna

(Instrumental)
Deixai passar
Esta nossa brincadeira
Que a gente vamos bailar
O bailinho da Madeira (bis)
E a Madeira é um jardim,
A Madeira é um jardim
No mundo não há igual,
No mundo não há igual
Seus encantos não têm fim,
Seus encantos não têm fim
És filha de Portugal,
És filha de Portugal
Refrão (bis)

Primavera das flores
Como esta não há mais (bis)
A Primavera vai e volta sempre
E a mocidade não volta mais (bis)
Ai borda rica filha borda borda
Ai borda rica filha borda bem
Lá em casa rica filha todos bordam
E borda o pai e borda a filha e borda a mãe e eu também (bis)

Oh oliveira da serra o vento leva a flor (bis)
Oh ió ai só a mim ninguém me leva
Ói o ai para o pé do meu amor (bis)
A cor morena é a cor da prata
Esses teus olhos é que me matam (bis)
É do meu gosto é da minha opinião
Hei-de amar a cor morena com prazer no coração
É do meu gosto é da minha simpatia
Hei-de amar a cor morena com prazer e alegria

1 2 3
4 5 6
7 8 9 para 12 faltam 3 (bis)

Ai ai que rebenta a pipa
Ai ai que se entorna o vinho (bis)
Ai as moças da nossa aldeia andam muito devagarinho (bis)
Vai indo José vai indo
Vai indo José já vou (bis)
Ai vai indo José vai indo que a tua mãe já te chamou (bis)

Vai de roda vai de roda
De roda sempre a rodar
Quem quiser entrar na roda
Tem de cantar e bailar
Lá na minha freguesia
Há um par engraçadinho
É o Manel mais a Maria que dançam este bailinho
Baila que baila,
Baila bem minha forasteira
Mostra bem como a gente baila
Este bailinho da Madeira (bis)

Eu casei com a Maria
No sítio dos lamaceiros
Gente rica e embicharada
E abundância de dinheiros
Entre as ofertas que eu tive
Algumas de grandes marcas
Nunca mais posso esquecer
As cabras, porcos e vacas
Eu sou feliz
Ao pé da minha Maria
Com cabras, porcos e vacas
Vivemos com alegria (bis)

Fomos os 2 há praia,
Fomos tu e eu
Ai que grande bronca nos aconteceu,
A minha camisa,
O vestido teu
Quando à noitinha nada apareceu (bis)
Muito envergonhados
Saímos dali
Eu em troco nú,
Tu em biquini
Não tinha dinheiro,
Carro também não
Viemos a pé fizemos serão
Como é que eu hei-de (bis)
Como é que eu hei-de de me ir embora
Com as perninhas
Todas à mostra
E os marmelinhos quase de fora (bis)


RUAS DE LISBOA
Letra: Joaquim Pessoa
Música: Carlos Mendes
Arranjo: Enfertuna

Ruas da minha cidade
Veias que o meu sangue abraça
E põe cravos de ansiedade na lapela de quem passa

Ruas da minha cidade
Onde perco o coração
Poema diz a verdade, diz a verdade canção

Ruas da minha cidade
Amanhecendo a firmeza
De uma ponte entre a saudade e um Abril à portuguesa

Ruas da minha cidade
Onde vingo as minhas asas
O meu nome é liberdade e moro em todas as casas

Ruas da minha cidade
Praças da minha alegria
Onde antes da claridade era noite todo o dia

Ruas da minha cidade
Onde o velho é sempre novo
As ruas não têm idade porque são todas do povo

Ruas da minha cidade
Becos de ganga puída
Oficinas da verdade dos operários desta vida

Ruas da minha cidade
Janelas do meu olhar
Onde os pardais da amizade à tarde vêm poisar

Ruas da minha cidade
Rasgadas por minha mão
A gente passa à vontade quando pisa o nosso chão

Ruas da minha cidade
Aonde eu quero morrer
Com cravos de eternidade dos meus olhos a nascer

Instrumental + Refrão


VINHO DO PORTO 

Letra e Música: Carlos Paião
Arranjo: Enfertuna

Primeiro a serra semeada terra a terra
Nas vertentes da promessa
Nas vertentes da promessa
Depois o verde que se ganha ou que se perde
Quando a chuva cai depressa
Quando a chuva cai depressa

E nasce o fruto quantas vezes diminuto
Como as uvas da alegria
Como as uvas da alegria
E na vindima vão as cestas até cima
Com o pão de cada dia
Com o pão de cada dia

Suor do rosto pra pisar e ver o mosto
Nos lagares do bom caminho
Nos lagares do bom caminho
Assim cuidado faz-se o sonho e fermentado
Generoso como o vinho
Generoso como o vinho

E pelo rio vai dourado o nosso brio
Nos rabelos duma vida
Nos rabelos duma vida
E para o mundo vão garrafas cá do fundo
De uma gente envaidecida
De uma gente envaidecida

Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o nosso mar

Vinho do Porto
Vinho de Portugal
E vai à nossa
À nossa beira mar
À beira Porto
À vinho Porto mar
Há-de haver Porto
Para o desconforto
Para o que anda torto
Neste navegar

Por isso há festa não há gente como esta
Quando a vida nos empresta uns foguetes de ilusão
Vem a fanfarra e os miudos, a algazarra
Vai-se o povo que se agarra pra passar a procissão
E são atletas, corredores de bicicletas
E palavras indiscretas na boca de algum rapaz
E as barracas mais os cortes nas casacas
Os conjuntos, as ressacas e outro brinde que se faz

Vinho do Porto vou servi-lo neste cálice
Alicerce da amizade em Portugal
É o conforto de um amor tomado aos tragos
Que trazemos por vontade em Portugal

Se nós quisermos entornar a pequenez
Se nós soubermos ser amigos desta vez
Não há champanhe que nos ganhe
Nem ninguém que nos apanhe
Porque o vinho é português

Refrão


NO TEU POEMA
Letra e Música: José Luís Tinoco
Arranjo: Enfertuna

No teu poema
Existe um verso em branco e sem medida
Um corpo que respira, um céu aberto
Janela debruçada para a vida

No teu poema existe a dor calada lá no fundo
O passo da coragem em casa escura
E, aberta, uma varanda para o mundo

Existe a noite
O riso e a voz refeita à luz do dia
A festa da senhora da agonia
E o cansaço
Do corpo que adormece em cama fria

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai
Ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
Existe o grito e o eco da metralha
A dor que sei de cor mas não recito
E os sonhos inquietos de quem falha

No teu poema
Existe um cantochão alentejano
A rua e o pregão de uma varina
E um barco assoprado a todo o pano

 

Existe a noite
O canto em vozes juntas, vozes certas
Canção de uma só letra e um só destino a embarcar
O cais da nova nau das descobertas

Existe um rio
A sina de quem nasce fraco, ou forte
O risco, a raiva e a luta de quem cai ou que resiste
Que vence ou adormece antes da morte

No teu poema
Existe a esperança acesa atrás do muro
Existe tudo o mais que ainda escapa
E um verso em branco à espera de futuro


PRIMEIRO BEIJO

Letra e Música: Rui Veloso
Arranjo: Enfertuna

Recebi o teu bilhete
Para ir ter ao jardim
A tua caixa de segredos
Queres abri-la para mim

E tu não vais fraquejar
Ninguém vai saber de nada
Juro não me vou gabar
A minha boca é sagrada

De estar mesmo atrás de ti
Ver-te da minha carteira
Sei de cor o teu cabelo
Sei o champô a que cheira

Já não como já não durmo
E eu caia se te minto
Haverá gente informada
Se é amor isto que eu sinto

Quero o meu primeiro beijo
Não quero ficar impune
E dizer-te cara a cara
Muito mais é o que nos une
Que aquilo que nos separa

Promete lá outro encontro
Foi tão fugaz que nem deu
Para ver como era o fogo
Que a tua boca prometeu

Pensava que a tua lingua
Sabia a flor do jasmim
Sabe a chicla de mentol
E eu gosto dela assim

 

Refrão (bis)